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Como descobrir o que nos falta?

O autoconhecimento é fundamental não apenas para sabermos sobre nós, mas para termos conhecimento do que precisamos, queremos e como os conseguir. É uma ideia muito lógica com passos óbvios:

  • Identificação do que se deseja
  • Criação de plano para alcançar o objetivo
  • Seguir o plano criado ajustando-o com as possibilidades reais
  • Conquista do que se deseja
  • Satisfação.

 

É algo simples, porém pode ser perturbador quando a pessoa vive presa a ideias irreais e sentimentos intensos que a fazem evitar perceber outras sensações e emoções.

Ideias como “eu sei de tudo” são comuns. A pessoa parte desse pressuposto e, ao se deparar com alguma novidade, tenta rebatê-la para se encaixar na sua crença de saber tudo. assim, imaginar que o fato não seja tão ruim quanto parece, ou não seja tão bom quanto pareça, que não seja verdade, que seja resultado de manipulação e outras distorções são criadas para manter a crença que supomos ser uma premissa verdadeira.

Para muitas pessoas, o desconforto emocional é tão forte que elas não conseguem lidar, então buscam por emoções positivas e satisfatórias frequentemente mantendo-se num estado de distração dos sentimentos que não gostam de sentir.

Evitar a solidão, o silêncio, a calmaria e a tranquilidade são formas de se manter sempre ativo, sempre com pensamentos acelerados, sempre com coisa na cabeça e evitar os sentimentos que ficam guardados por não serem tão intensos quanto os que possuem importância.

Uma vida tumultuada, cheia de atividades, com correria e estresse muitas vezes é somente uma maneira de se distrair e não lidar com os próprios sentimentos. Claro que há pessoas em situações mais corridas como as que estão na primeira e na segunda etapa da pirâmide de Maslow, contudo, ao analisar bem, muitas delas estão EMOCIONALMENTE nestas etapas, mas fisicamente em uma etapa a mais.

Essa distração da realidade emocional da própria pessoa a mantém no mesmo patamar e adia o momento de descobrir as novidades da próxima etapa.

Por conta de imaturidade, falta de compreensão ou satisfação da distração, muitas pessoas permanecem onde estão (emocionalmente) até que alguma situação apareça e as force a olhar para frente e continuar a subida.

Pessoas que têm empregos estáveis, sem muita exigência e com boa remuneração experimentam essa sensação de não ter propósito, de vazio ou de estarem perdidas. Às vezes, apenas esperam que algo aconteça (quanto a pessoa é do tipo passiva na vida).

São pessoas que caem na depressão com facilidade quando não têm a motivação exterior para agirem como as que se aposentam e percebem que não têm o que fazer.

Por outro lado, há pessoas que desejam subir na pirâmide, mas têm obrigações que as impedem de prosseguir como trabalhos exaustivos que demandam muito tempo e energia impedindo-as de subirem de patamar.

Para estas pessoas, ter tempo e recursos disponíveis são fundamentais porque elas são ativas e a motivação vem de dentro delas. Então, sozinhas e com os recursos, elas mesmas se põem em ação e tentam produzir.

Não existe uma forma melhor ou certa de ser porque precisamos de todos os tipos de pessoas no mundo. Precisamos de funcionários, gestores e criadores. O ideal é ter uma vida que case perfeitamente com os traços que a pessoa tem de modo que ela aja de forma produtiva assim como pessoas que são ótimas funcionárias e não lidam bem com a falta de meta imposta pelo outro (pelo trabalha, pelo vizinho, pelo parente…) e as opostas.

Enquanto as primeiras se deprimem e se sentem vazias com a ausência de tarefas bem estabelecidas e experimentam uma liberdade que vai além de suas capacidades, as segundas se sentem oprimidas e sobrecarregadas por terem de realizar as tarefas estabelecidas e terem uma menta que ferve em ideias que se deseja pôr em prática. É o oposto.

Por vivermos num mundo em que a burrice a ignorância predominam, ideias impossíveis são vendidas e difundidas como realidade ou possibilidade e acabam por criar ainda mais problemas na sociedade como a ideia de igualdade.

A igualdade é a base da sociedade humana e o motivo pelo qual progredimos. São as diferenças entre pessoas que as fazem se especializarem em assuntos e tarefas diversas conferindo mais conhecimento e possibilidades a si mesma e aos outros.

São as diferenças que fazem com que haja pessoas boas em estudar um assunto, outras que sejam boas em construir casas e todas as demais funções que existem. E são estas as responsáveis por termos pessoas criadoras e funcionárias ótimas!

Colocar uma mente criativa para obedecer ordens e ter uma mente que não sabe o que fazer para realizar a mesma tarefa têm efeitos completamente diferentes. As segundas provavelmente sentir-se-ão mais satisfeitas e seguras enquanto as primeiras sentir-se-ão oprimidas e insatisfeitas e a sociedade precisa de ordem, precisa de gerenciamento e de pessoas que cumpram várias tarefas em ordem específica. Por outro lado, a mesma sociedade precisa de que estude e crie novas ideias e possibilidades porque é a partir disso que criamos melhorias e tecnologias.

Sendo assim, a igualdade age justamente como um instrumento de opressão e liberdade para as pessoas ao vê-las como iguais e trata-las como iguais quando não as são.

Forçar todos a ficarem numa média ou num patamar estabelecido é exigir demais de quem está atrás deste patamar e oprimir quem está acima. Em outras palavras, é como tratar crianças como adultos sem que saibam lidar com as responsabilidades de adultos enquanto trata-se os adultos como crianças impedindo-os que usem a sua liberdade como desejam. Os dois grupos ficam insatisfeitos.

No entanto, como analisar e comparar coisas diferentes é muito difícil para o ser humano, buscamos por simplificar o máximo possível e abrindo mão da realidade para isso. Acreditar que temos apenas duas opções distintas e opostas é mais fácil de lidar com que ter mais de 100 opções, todas tão parecidas que achamos ser iguais.

É por conta desse pensamento limitado que tentamos quantificar tudo: comparar números é mais fácil e rápido do que comparar qualidades e defeitos. Nós nos sentimos seguros quando temos certeza de que a nossa escolha é a melhor e inseguros quando ficamos na dúvida. Mesmo tendo uma boa opção, acabamos por sermos atazanados pela frase que não sai da cabeça: “será que a outra opção seria melhor?”

Por conta dessas diferenças naturais e positivas (quando usadas de forma produtiva) que não tem como haver uma fórmula para todos. A base é a mesma, com os 5 passos, mas para cada pessoa os 5 passos são pessoais e, por isso, devem estudar a si mesmas.

 

Nós não somos apenas livres para escolhermos o que fazemos, pensamos e sentimos. Nós temos a responsabilidade sobre nós mesmos e nisso há o dever sobre nós mesmos.

Cuidar de nós mesmos e sermos produtivos é uma maneira de não atrapalhar a sociedade ou até mesmo de contribuir com ela, portanto, o egocentrismo (se valorizar e cuidar de si) é importante e base fundamental da coletividade.

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