A mulher, junto ao homem, moldou a espécie. Como todos derivam de homens e mulheres além da sociedade em que está inserido, todos somos agentes e pacientes desse coletivo.
A ideia de disputa de poder entre homem e mulher provavelmente advém e um ego humilhado que sente não ter tanto poder quando deseja ter. Não é à toa que mulheres que são a favor do empoderamento feminino são as que se sentem mais ofendidas, humilhadas ou oprimidas.
Por outro lado, o poder masculino, mais visível por conta de sua força física, deixa claro o poder masculino. Contudo, numa época de caça e pequenos grupos hominídeos, os homens se uniam para caçar e o grupo do qual pertenciam permanecia sendo administrado pelas mulheres e pelos sábios.
Neste sentido, o poder feminino se focou mais na capacidade de gerenciar pessoas e relações e prova disso são as famílias atuais em que a mulher é tido como indispensável. Os próprios machistas são dependentes de mulheres uma vez que, por conta de seu julgamento de poder sobre os sexos, acredita que os serviços domésticos são femininos e, então, se ficarem sozinhos não sabem como se manterem.
Na história humana, nos últimos séculos e na parte ocidental, o homem tinha de casar ainda que muitos queiram acreditar que o casamento era imposto apenas às mulheres. Ser um homem de família e ter uma esposa era sinal de status e lhe conferia respeito social. Ao enviuvar, o próximos casamento já era logo preparado e manter-se sozinho não era uma opção. Já para as mulheres, perder o marido não era sinal de busca por um novo casamento. A crença de que deveria manter-se sozinha por um tempo, até uns 2 anos, fazia com que muitas viúvas se mantivesse sem parceiro por esse tempo. Por não PRECISAR de u homem dentro de casa uma vez que tinhas as habilidades necessárias para se manter, a viúva sobrevive por mais tempo do que um viúvo, um homem que não sabe fazer as tarefas domésticas.
As ideia que temos dependem das emoções que possuímos já que estas criam a perspectiva da qual surgem as ideias. Assim, podemos ver as mulheres como objetos possuídos pelos homens, mas também podemos ver que os homens tinham o dever de sustentá-las, isto é, eram ele quem deviam proporcionar o que ela precisava. Neste ponto de vista, a mulher está acima do homem tendo-o como uma espécie de mordomo.
O caso é que depende de como lidamos com a realidade que temos. Podemos nos sentir presos a um casamento infeliz ou completamente livres se o casamento for satisfatório, ou seja, não é o casamento que prende alguém, mas os sentimentos que temos dentro de nós em relação a algo.
A dificuldade em conseguir um emprego formal pode levar muitos a acreditarem que a vida seja difícil, por outro lado, essa mesma dificuldade pode estimular uma pessoa criativa a criar o próprio negócio e, assim, prosperar para além do que um emprego formal poderia ofertar.
Embora muitas pessoas acreditem que casamento seja uma prisão, isso apenas revela como elas se sentem diante da ideia de casamento que possuem. Se casamento realmente fosse uma prisão, provavelmente não haveriam tantos uma vez que ele não é obrigatório, mas opcional, ou seja, as pessoas OPTAM por se casarem provando que esta afirmativa negativa sobre o casamento não é um fato, mas uma perspectiva pessoal de quem não tem uma boa relação com o casamento ou com a ideia de casamento.
O casamento me permite estudar, aprender e investir no que eu gosto como escrever livros, artigos e pensamentos que acredito serem bons e benéficos não só para mim e nada disso seria possível se eu tivesse de ter um emprego formal que consumisse as minhas horas diárias, os meus pensamentos e sentimentos.
Para mim, o casamento é uma bênção, mas é resultado da minha boa relação com o casamento que eu tenho.
Se o casamento não é bom, para que o manter?
Se a relação não é boa, por que mantê-la como está?
Estas perguntas não têm reposta porque não há uma explicação lógica PARA MIM que visa o crescimento pessoal das pessoas envolvidas. Eu escolho o casamento todos os dias; eu escolho o meu parceiro todos os dias; eu escolho investir em nós todos os dias porque o retorno é bom, logo, a minha perspectiva de casamento é positiva.
Mas reconheço que nem todos têm boas relações, nem todos têm a liberdade de não terem a necessidade de uma companhia, nem todos têm uma vida planejada e que tudo isso são motivações para escolhas que geram resultados insatisfatórios a longo prazo.
A vida não é simples nem fácil, mas quanto mais sabemos sobre nós mesmos, sobre como o ser humano funciona, melhor é a nossa relação conosco mesmos e, posteriormente, com os outros.
O objetivo do blog é compartilhar pensamentos e estimular a argumentação. Diferente das ideias de que razão e coração são opostos, eu proponho que ambos devam andar lado a lado, um fortalecendo o outro e promovendo mais bem-estar para cada um.
Leia,
Analise,
Pense,
Conclua.
Não absorva as informações como se fossem reais porque podem não ser.
Aqui é um blog de pensamento livre, não de doutrinação. Seja livre para observar, analisar e concluir por si mesmo. Use das provocações e argumentos do blog como motivadores para o seu pensamento e SEJA VOCÊ mesmo.
A liberdade está na sensação de satisfação que temos e essa depende de como nos relacionamos com o mundo. Seja livre; seja feliz; seja você.
Todos somos livres em nossas mentes se assim o fizemos. Os nossos corpos podem até estarem presos, mas uma mente livre significa um coração feliz e ninguém pode aprisionar uma mente livre e capaz de argumentar.
