Quem se sente um pássaro é classificado como maluco. Mas se a pessoa acredita ser um pássaro a ponto de querer pular de um lugar acreditando que bater os braços no ar será suficiente para voar será considerada como louca e internada como paciente psiquiátrico se for contido antes de fazer tal ação.
As pessoas sabem que não é possível uma pessoa se transformar em pássaro e todas as alegações que afirmem o oposto é visto como brincadeira ou metáfora uma vez que a realidade é tão diferente que sequer pode ser cogitado algo diferente do que se é.
Apesar de não sermos pássaros, podemos nos fantasiar de um, usar roupas com penas, fazer algumas alterações físicas e, para voar, podemos ir de avião, parapente, paraquedas e outras opções, mas mesmo fazendo tudo isso ainda não seremos pássaros.
Da mesma maneira podemos usar roupas que são vistas comumente em pessoas do sexo oposto ao nosso; podemos fazer tatuagens; tomar hormônios; passar por cirurgias; colocar implantes; ficarmos mais femininos ou masculinos. Ainda assim, seremos diferentes do que somos?
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Exigir sermos tratados como pássaro é querer mandar que as outras pessoas aceitem a nossa loucura. Ademais, isso rompe com a ideia de liberdade alheia que prevê que todos podem pensar da própria maneira, portanto, exigir sermos tratados de uma forma específica, incluindo a ideia de sermos tratados com respeito (o que é respeito afinal?) é infringir a liberdade do outro de nos tratar da maneira que acredita que merecemos. Será que devemos tratar todos como iguais, terroristas e criminosos como trabalhadores comuns?
Somos livres para desejarmos o que quisermos, mas estamos todos presos à natureza que nos impõe limites. Podemos mudar várias coisas, mas não todas.
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