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A reformulação do INSS em 2054

O mercado digital é novidade atualmente e os jovens estão se adequando. Enquanto os mais velhos cresceram sob a ideia de um emprego formal através da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) sendo visto como ideal, estável e bem remunerado, os tempos mudaram com as novas tecnologias como SEMPRE acontece.

A segurança oferecida por empregos CLT é parte do pagamento na prática, o que reduz o valor salarial. A pessoa tem a segurança de direitos, porém não tem uma renda tão boa. Por outro lado, os trabalhos e empregos que surgem com as novas tecnologias oferecem mais rendimento, oportunidades, flexibilidade e crescimento, no entanto, sem tanto seguro.

O INSTITUNO NACIONAL DE SEGURANÇA SOCIAL é, na verdade, sobre segurança FINANCEIRA assim como os demais assuntos que falam sobre a parte social que, sempre se revela financeiro, não social uma vez que este afeta aquele. Contudo, o dinheiro não é determinante para a posição social de uma pessoa, embora seja um fator de grande impacto para tal.

Como temos dificuldades de pensar de forma lógica, nós fazemos muitas alterações de palavras que, no final, geral ideias completamente diferentes das iniciadas como a ideia de que o poder financeiro afeta o poder social e, assim, acreditamos que sejam sinônimos. Então usamos a palavra social em vez de financeiro e criamos outras ideias derivadas desse “sinônimo” como segurança social e responsabilidade social que, na prática, são trocadas por valores monetários.

O INSS é um seguro genérico sobre males que possam acarretar incapacidade de um indivíduo ser produtivo como acidentes, nascimentos, doenças e a velhice. Porém, o mais comum é de as pessoa pensarem somente na última opção até que precisem de outras. É com isso que muitas pessoas dizem que o INSS é para a aposentadoria.

Criado de uma forma mal calculada e tendo essa fórmula renovada mesmo após provas de que o seu funcionamento não é adequado uma vez que consome mais do que oferece, isto é, precisa de mais dinheiro do que gera, o INSS mostra a estupidez humana que insiste em manter o que clara e comprovadamente não é benéfico.

Aqueles que dependem desse recurso não pensam a respeito. Suas ideias param apenas em si mesmos com ideias de “eu tenho direito, então eu tenho e não me importo com quem vai pagar”, outra prova de burrice já que o INSS, sendo administrado pelo governo, usa de recursos desses para se manter e é sabido que os recursos públicos nada mais são do que pagamento de imposto do povo, isto é, aquele que não se importa com quem vai pagar o seu benefício financeiro é justamente que faz o pagamento.

O mercado financeiro mudou como tudo no mundo já que tudo está em constante mudança. Os mais velhos não conseguem acompanhar as novidades enquanto os mais novos não entendem qual a dificuldade em aprender o que eles têm facilidade em entender. É um conflito geracional que existe em muitas sociedades e épocas demonstrando que deve ser uma característica HUMANA, não social, temporal ou cultural.

Também é comum que as pessoas que pensem apenas em suas aposentadorias, as mais velhas que cresceram com o ideal de um emprego CLT, não se planejem financeiramente. Para elas, a obrigatoriedade do pagamento do INSS mensalmente é a salvação na velhice (ou em outros casos em que necessitem de assistência) uma vez que não guardam nem investem dinheiro para se aposentarem em algum momento.

É muito comum haver muitas pessoas neste grupo de pessoas que não gosta de pagar o INSS obrigatório que não aposentar-se-iam caso a aposentadoria dependesse somente de seus planos e rendimentos financeiros bem como as que reclamam sobre a instituição e seus problemas sem buscar soluções ou oferecer sugestões.

Tais pessoas reclama, criticam, não se planejam e não se organizam com algum plano B, mas quando podem conseguir um benefício, buscam rapidamente e reclamam por ser um direito que possuem.

Com empregos novos, o mercado se remodela. Os jovens trabalham mais cedo do que antes uma vez que podem fazer dinheiro na internet de várias formas diferentes e sem contrato que exija pagamento ao INSS.

Uma nova geração de pessoas com trabalhos diferentes dos de seus pais, os quais provavelmente não entende tais novidades. Será que estes jovens se preocupam com o futuro? Eles se planejam para a velhice?

As pessoas ingressavam no mercado de trabalho quando jovens adultos ou adultos em empregos fixos geograficamente, mas os adolescentes podem fazer renda maior do que as de seus pais sem saírem muito de casa. Se os seus pais não se planejam para o futuro (no caso de quem se salva na velhice por conta do pagamento obrigatório do INSS), como imaginar que tal planejamento seja importante?

Os adultos na faixa dos 30 e até nos 40 anos não pensam muito neste futuro em que o corpo perde mais do que ganha, exige mais do que entrega e precisam mais do que contribui. Parece um futuro distante, intangível, mas que chega para a maioria. Se tais pessoas, com a vitalidade dessa juventude de 3 ou 4 décadas de vida não pensa sobre o futuro, como os mais jovens, que ainda estão só subindo na vida com o corpo cada vez mais capaz de produzir e trabalhar, vai pensar sobre um futuro tão distante? Acredito ser improvável.

Sem a obrigatoriedade do pagamento do INSS e com muitos jovens e adolescentes lidando com montantes de dinheiro, é possível que haja uma grande possibilidade de o INSS quebrar ainda mais rápido já que esta instituição é mantida pelos pagamentos ativos e de outras origens de dinheiro no governo. Com menos pagamentos dos novos trabalhadores, menos o INSS consegue se mais, mais o governo precisa tirar de outros lugares e, portanto, mais estes outros lugares sentirão escassez financeira afetando a população como um todo.

Neste primeiro impacto, é provável que os benefícios e direitos sejam reduzidos já que o INSS não consegue executar os pagamentos gerando ainda mais pessoas desassistidas. O segundo impacto será depois, quando esta geração chegar à velhice. Se aprender a cuidar do dinheiro e se planejar para o futuro, conhecimentos que são mais facilmente acessíveis por eles justamente por conta das tecnologias, então teremos velhos mais produtivos, saudáveis e com bons rendimentos, mas caso não busquem o próprio seguro financeiro, talvez isso não aconteça e vejamos o oposto: uma população velha ainda mais carente.

É com nesse panorama em que temos a possibilidade escolha entra pagar o INSS, outros seguros ou nenhum deles que a sociedade entra e, como em qualquer momento da história humana, aqueles que aprendem a usar o que existe a seu favor colhe frutos no futuro.

 

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