Quantas pessoas desenvolvem transtornos de pânico, ansiedade, depressão ou obsessivo compulsivo com tantas informações de cuidado, alerta, medo, mortes e doenças por tantos meses seguidos?
Somos bombardeados de ideias assustadoras e repetidas e parece que somos viciados nisso porque trocamos de jornais e vemos as mesmas notícias apavorantes novamente isso quando o próprio jornal não a repete várias vezes seguidas.
Imagens de câmeras de segurança que mostram assassinatos e violência sendo passadas repetidamente em looping porque é o que o espectador fica vidrado dando audiência e público para a empresa, indispensável para a sua manutenção e crescimento.
As mesmas notícias ou similares sempre. Sempre temos tensões mundiais que podem levar a uma grande guerra; sempre temos epidemias mortais; sempre há conflitos no mundo; sempre há crise financeira; sempre há muita inflação; sempre há mais e mais exigências… Sempre nos preocupamos com o mundo quando somos apenas indivíduos sem muito significado para esta escala tirando alguns.
Vivemos correndo por queremos fazer mais do que podemos; sempre atentos para evitar sermos assaltados ou violentados; ouvimos e repassamos histórias tristes de quem perdeu tudo ou passou por violência; imaginamos cenários caóticos e de violência e acreditamos que acontecerão…
A informação é importante, mas em excesso em sem pensamento crítico (que pode ser feito pela própria pessoa ao estudar o assunto mais afundo) pode causar doenças mentais.
O estresse de preocupação constante ou a agitação frequente de uma vida corrida também afetam o cérebro a ponto de fazê-lo funcionar diferente e gerar transtornos ou doenças, sejam do pescoço para baixo, seja para cima ou em tudo.
Excesso ou falta de qualquer coisa causam problemas. A nossa espécie precisa de variações, a constância de um estímulo também é nocivo e estimula a depressão ou ansiedade, algo que acontece em quem vive num ambiente só e isso é visto também em animais que estão presos ou em recintos muito limitados. Precisamos de estímulos visuais, auditivos, intelectuais, sonoros, olfativos, táteis, emocionais… Mas o excesso também é problemático porque o cérebro não dá conta de processar tantas informações.
Cada pessoa tem o seu ponto de equilíbrio, algumas precisam mais de um determinado de estímulo, outras precisam mais de outro, mas todos nós temos o nosso ponto de equilíbrio e quanto mais distante estamos dele, mais o cérebro é forçado a funcionar de forma incondizente com ele e isso o desregula criando alterações que depois geram transtornos.
Guerras, doenças e mortes sempre fizeram parte da vida e natureza humana desde que éramos macacos. O medo de perdermos, nos ferirmos ou sofrermos nos leva a prever situações nocivas para evitá-las aumentando a nossa chance de sobrevivência, mas existe um nível saudável e um nível doente.
É saudável pensarmos em cenários possíveis e prováveis para nos planejarmos com antecedência, mas pensarmos neles com constância, alta intensidade e sobre situações improváveis é uma maneira de estimular a loucura de que o mundo está acabando e tudo está pior quando, na verdade, está melhorando.
Vivemos mais e melhor do que antes, temos alimentos, casas, regras, remédios e curas, mas se nos focarmos apenas no que pode dar errado e no que queremos e não temos, é fácil concluir que o mundo está ruim ou piorando.
Riscos e perigos existem, não devemos negá-los, mas exagerá-los é uma forma de induzir um transtorno mental principalmente se se essa percepção for constante e a longo prazo. Acreditar em coisas improváveis e ruins como algo que está à beira de acontecer o tempo todo é uma maneira de ficar ansioso e ativar os instintos de sobrevivência que são egoístas e imediatistas, características contrárias à boa vida em sociedade e longa uma vez que esta precisa de colaboração com os outros e planejamento de vida.
Infelizmente acontecem muitas coisas ruins, mas temos as nossas bênçãos, porém, as esquecemos e concluímos que existem só as primeiras.
É importante vivermos na realidade em que á riscos, mas também há alegrias e conquistas porque só quando vivemos de acordo com a realidade que agimos de maneira mais produtiva a qual resulta numa vida melhor.
Busque o equilíbrio conforme sua capacidade e siga a sua vida como pode. SEMPRE.