O plástico apareceu sendo uma das melhores mudanças na vida das pessoas. Embalagens de papel, papelão e vidro foram trocadas pelo plástico que era mais versátil, barato e oferece menos necessidade de precaução. Não se desfaz com chuva, não quebra quando cai no chão e pode ser feito em grande escala.
Muitos tipos de plásticos, mas todos plásticos.
Com essa revolução, objetos médicos ficaram mais acessíveis e mais pessoas conseguem tem tratamentos e curas com os vários tipos de exames e remédios que o plástico permite ter.
Caixas de remédios em papelão e remédios envelopados em plásticos em medidas de um comprimido são normais e usuais para muitas pessoas. Anticoncepcionais, antibióticos, soros fisiológicos, analgésicos e antitérmicos são vendidos em todos os dias por pessoas que não tem receito visto que são medicamentos de uso livre. Isso não significa que podem ser usados sempre e em grande quantidade. O paciente é responsável por pedir a bula se esta não acompanhar o medicamento, perguntar ao farmacêutico na farmácia, procurar informações na internet e com médicos.
Médicos não são donos das pessoas que as mandam tomar remédios. São orientadores que sugerem alguns remédios para determinadas situações. O paciente é livre para procurar por outro profissional ou não tomar o remédio receitado. Da mesma maneira é livre para comprar remédios sem necessidade de receita e tomá-los como desejar ficando responsável pela escolha que fizer tendo consciência ou não de sua opção.
Sem dúvida o plástico foi uma inovação tão grande que se popularizou em passou a ser usado em grande escala. Décadas depois dessa melhoria, o resultado de jogá-lo para longe de nós em vez de processá-lo para decompô-lo mostra-se com facilidade.
Animais primitivos, não buscamos manter a natureza, equilíbrio ou qualquer coisa. Queremos somente satisfazer as nossas vontades e o descarte de lixo em ruas e aterros sanitários são exemplos disso. Colhemos o que queremos e descartamos para longe de nós o que não nos agrada e esse é o comportamento extrativista do ser humano que não suporta a demanda tão grande de uma espécie que domina o mundo.
Claramente temos uma comunidade populacional enorme e muitos lugares já não comportam tantas pessoas. Nem suas necessidades, nem seus lixos.
Filmes como a animação da Pixar chamada Walle mostram esse comportamento sendo mantido e chegando ao ponto que nem nós mesmo conseguiremos nos manter no planeta. Viajando para outros lugares, planetas ou naves espaciais, o comportamento permanece com o lixo sendo ejetado para longe de nós ao ser jogado no espaço enquanto continuamos a fugir de nossas criações.
Campanhas a favor de animais, comunidades selvagens e florestas mostram como o plástico está em todos os lugares por conta de sua enorme quantidade descartada. Inevitavelmente ele interage com o meio afetando o planeta. Sofrendo com os efeitos de sua grande massa descartada, começamos a perceber que manter este comportamento pode ser prejudicial para as décadas seguintes e, visando evitar essa situação, campanhas são criadas. No entanto, ainda somos animais carentes de inteligência e não avaliamos a situação, apenas aceitamos ideias que são divulgadas como se fossem verdadeiras.
A preocupação com o plástico é um assunto usado por muitas pessoas, empresas e mídias que criam campanhas alegando que o plástico é danoso. Campanhas contra sacolas plásticas de mercados e canudos foram grandiosas e apenas favoreceram empresas a venderem as sacolas, uma vez que não foram proibidas, apenas deixaram de serem dadas, e a criação de canudos reutilizáveis de mais de R$30 serem vendidos.
Os canudos de plástico podem ser reutilizáveis muitas vezes e são baratos. No entanto, o ser humano não avalia o que faz, mas o que sofre. Sendo barato, não dá valor e descarta rapidamente enquanto os canudos caros são guardados para não se gastar um preço exorbitante para usá-lo novamente. Resultado: condenamos os canudos de plásticos em vez do comportamento de descarte quando pode ser usado muitas vezes, e prezamos pelos canudos mais caros de metais porque sentimos (sofremos) com o valor despendido para adquiri-lo. Não é uma escolha para evitar o descarte do plástico, mas para não se gostar dinheiro, recurso que prezamos bastante.
As sacolas de mercados também não foram substituídas, mas vendidas como modo de desencorajar o consumo e o descarte com alta frequência. Mais uma vez o que dita a mudança de comportamento é o dinheiro que gastamos, não a busca para evitar o desperdício.
As sacolas de plástico têm várias utilidades como saco de lixo. Uma vez que passam a serem compradas, as pessoas começam a consumi-las em menor quantidade e o resultado é a falta delas. Então é preciso comprar sacos para lixo, mais uma despesa.
Ademais, as sacolas de plástico de decompõem rapidamente. Guardar qualquer coisa nelas por muito tempo, mesmo que protegido de poeira, umidade e sol, não é uma boa ideia porque nesta situação de decomposição lenta ela se esfarela em questão de meses. Quando exposta ao sol, mesmo que sob a rua ou asfalto, se decompõem mais rapidamente. Então o problema não é a sacola.
Muitas pessoas jogam lixo para longe delas como para fora do carro ou na rua enquanto andam e se afastam da sujeira que descartaram. Copos de plástico têm mais dificuldade de serem degradados e são sofrem com uma má reputação. São usados em lanchonetes e bares, jogados em lixos e ruas. Mesmo assim, ninguém fala mal desses copos que podem ser reutilizáveis (dependendo do plástico do copo) ou trocados por copos de vidro ou plásticos mais resistentes e reutilizáveis.
Muitos copos vendidos são de plásticos. Com desenhos, canudos e outros apetrechos, são mercadorias adquiridas que geram a sensação de perda de dinheiro e, portanto, que devem ser guardados. Copos para crianças são de plásticos e não são condenáveis, mas lavados, e secos e usados novamente.
A sociedade não pensa sobre o assunto, apenas aceita as ideias de quem paga para ter publicidade. Então empresas criaram campanhas contra as sacolas de plástico e canudos criando outras formas para substitui-los que são mais dispendiosas. A população, burra, aceitou a ideia que foi repetidas várias vezes como foi apresentada e passou a se comportar da maneira pregada bem com passou a repeti-la promovendo-a também.
Sacolas de tecido ou plástico diferente, mais resistente, passaram a ser vendidas através dessa ideia de “preservar o meio ambiente” acarretando mais lucros para quem as vende. A população continua jogando lixo em terrenos baldios, ruas e quaisquer lugares que sejam longe de si provando que não se preocupa com o meio ambiente. Ademais, ninguém questiona os plásticos usados nas diversas embalagens de produtos comerciados.
As porções das mercadorias diminuem fazendo com que a proporção embalagem/produto aumente o que resulta em mais plástico descartados como lixo. O comércio não vende em forma de refil com a reutilização de embalagem nem em quantidades grandes. Então temos xampus, cremes, ovos, sabões, sacos para legumes e frutas, bebidas, carnes e outros tantos produtos vendidos em embalagens de PLÁSTICO aos montes sem que ninguém se importe. O foco está na sacola e canudo por conta da propaganda intensiva, não na causa em si, e as pessoas têm orgulho em não fazer uso deles como se protegessem o meio ambiente e fossem boas pessoas, mas não se incomodam de consumirem tantas embalagens plásticas e as descartarem em lixos. Pior: as embalagens de plástico duro (mais firme) são justamente as que demoram mais tempo para serem decompostas, então julgamos ruim o plástico que é rapidamente decomposto enquanto usamos os que são ruins.
Os produtos de uso contínuo poderiam ser vendidos em forma de refis em que as pessoas levam as suas embalagens para enchê-las nos mercados e pagarem o conteúdo como é com galões de água mineral e cascos de vidro de alguns refrigerante. Porém, a produção de plástico é muito barata e a diferença entre comprar o produto embalado ou apenas o seu conteúdo não é grande o suficiente para as pessoas sentirem o impacto financeiramente e buscarem reutilizarem a embalagem. Se podemos comprar um produto com embalagem por poucos centavos a mais do que apenas o conteúdo, por que gastaríamos tempo recarregando o produto? É como o papel reciclado que custa mais caro do que o papel branco. Ele é mais escuro e mais caro, então por que escolhê-lo?
Escolhemos o que é mais barato. Por isso comprar produtos caros nos faz buscar meios de os usarmos mais fezes em vez de descartá-los porque somos extratores e extrativistas: buscamos o que queremos e descartamos o que não tem importância. Se vai prejudicar alguém também não nos importa, desde que não seja prejudicial para nós.
Não escolhemos os produtos por serem bons para o meio ambiente, mas por nos satisfazer. Quanto maior é o custo de uma satisfação, mais é valorizada e cuidada. Seja para a compra de um objeto caro, para ter um filho quando não se consegue ter ou conseguir uma promoção no emprego, tudo o que queremos e nos é custoso é mais valioso e, por isso, mais zeloso. Se os produtos encarecem por conta da embalagem, então haverá muitos consumidores que escolherão produtos com refis para economizarem e isso vai acontecer quando a produção e venda de plásticos passar a ser mais cara por haver menos matéria prima, mais impostos ou quaisquer outros motivos que encareçam a sua venda.
É interessante perceber que as imagens de plástico na natureza mostram justamente os plásticos duros e consistentes como tampas e garrafas e, ainda assim, pensamos apenas na sacola e canudo como vilões sendo uma prova de que ignoramos o que vemos diretamente e aceitamos ideias que absorvemos como as que ouvimos ou vemos repetidas vezes.
O cigarro também é um exemplo disso uma vez que a população parou de fumar após muitas propagandas serem noticiadas contra o tabagismo constantemente enquanto décadas atrás o comportamento da população era o oposto por conta de propagandas que incentivavam o fumo.
As pessoas não buscam criar maneiras de decompor o plástico, algo ajudaria bastante na real causa. Decompondo o plástico em vez de descartá-lo, teríamos mais liberdade para produzi-lo porque deixaria de ser um problema. Mas, novamente, somos extrativistas: pegamos o que queremos e não nos importamos com mais nada. Só nos importamos com o meio ambiente porque precisamos dele e, visando a sua permanência para continuarmos a extrair o que querermos, queremos a sua manutenção e preservação. É apenas um meio para um fim.