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Criamos preconceitos para tentar diminuir um preconceito específico

O ser humano é um animal não pensante e instintivo. Reagimos em vez de agirmos e não avaliamos em vez de pensarmos. Ademais, somos preguiçosos.

Este modo de ser gera reações insatisfatórias que nos incomodam e, quando não suportamos mais tendemos a agir de modo a variar para o extremo o oposto.

Em vez de observamos, analisarmos e planejarmos as nossas ações e escolhas, nós reagimos aos estímulos que recebemos gerando resultados que muitas vezes não são satisfatórios e, com isso, criamos uma vida ruim. Como temos a tendência de evitar fazer esforço, mantemos a vida do modo que conhecemos, mesmo que seja ruim, até que se torne insuportável. Neste momento temos o trauma: uma situação tão ruim que nos marca. Logo, para evitá-lo novamente, tendemos a agirmos de forma oposta, tudo para evitar reviver o trauma. No entanto, extremos sempre são ruins porque são extremos, são excessos. Assim como precisamos descansar depois de trabalhar, precisamos trabalhar depois de descansar. Não conseguimos viver trabalhando ou descansando: ambas as opções levam a resultados graves e infelizes. Portanto, o ideal é o equilíbrio. Ainda que não consigamos atingir este ponto especificamente, podemos rodeá-lo. O fato é que quanto mais próximo do equilíbrio, mais satisfeito ficamos. Porém, como dito, somos seres humanos, instintivos, reativos e preguiçosos, então o que nos motiva a (re)agir é alguma situação insuportável. Dessa forma, pendemos a ir para o outro extremo e, assim, vivemos em um movimento pendular, hora num extremo, hora em outro.

Este movimento é natural do ser humano por conta dessa dinâmica que temos e, por isso, até a nossa maneira de pensar está submetida a este ponto de vista hiper variável eventualmente.

Como visto em Formação de grupos e preconceito, usamos de adjetivos para identificar e detalhar características de pessoas, grupos e objetos. Descrever alguém com características que várias pessoas possuem não permite a sua identificação, portanto, as características incomuns são as utilizadas para tal. Como encontrar a pessoa que eu procuro se eu disser que ela tem dois olhos, uma boca, duas orelhas, um pescoço, duas pernas e duas mãos? Quase todos possuem tais características. São atributos tão comuns que já imaginamos a pessoa com todos eles sem que sejam comentados. Porém, se eu disser que a pessoa tem pele clara, uma cicatriz no braço direito e cabelo cumprido, haverá uma chance maior de alguém encontrá-la. Quanto maior a especificação, quanto mais detalhes únicos dessa pessoa eu disser, mais fácil será de achá-la.

O problema começa quando a pessoa tem uma característica que não gosta. Imaginemos uma pessoa gorda que não gosta de ser gorda. O fato de ela não gostar não a torna magra, contudo, por ela não gosta ela se sente mal sempre que constata tal realidade. Ver-se no espelho, comprar roupa, não conseguir sentar numa cadeira ou ser chamada de gorda são fatos que a fazem se sentir mal e, como o ser humano busca o bem-estar, a pessoa fará o possível para evitar tudo que a lembre de seu excesso de peso. Logo, ela não quer ouvir que as pessoas digam que ela é gorda e, tentando impor a sua opinião sobre os outros, alega que seja errado (porque ela não gosta) falar que ela seja gorda. Tendo ela ouvido ou não alguém comentar que ela seja gorda não muda em nada o FATO de ela ser gorda. Apenas a faz se sentir mal.

Como vivemos numa sociedade primitiva que não sabe pensar, concluímos que tudo que nos gere mal-estar seja ruim e errado, portanto, chamar esta pessoa de gorda torna-se errado. Da mesma forma, pessoas megalomaníacas acreditam serem maravilhosas, grandes e deusas. Seguindo esse modelo de pensamento, todos que falarem algo diferente dessa sua “perspectiva” estão errados e não devem fazer nenhuma afirmação diferente desta. Quem acredita ser inteligente não aceita nada diferente e isso vale para todas as características possíveis.

Na cultura atual no Brasil existem algumas características que são tidas como ideais e, portanto, desejáveis. Beleza, inteligência, humildade e magreza são algumas dessas. Mantendo este modelo de pensamento e sendo tudo diferente das características citadas como indesejáveis e que geram mal-estar, estas passam a serem erradas. Assim, afirmar que alguém seja feio, burro, orgulhoso ou gordo são afirmações que são tidas como erradas.

Seguindo mais adiante na maneira de o ser humano processar as informações inconscientemente, tudo que é tudo como errado deve ser abolido para que o mundo perfeito e feliz apareça. Assim, as características citadas anteriormente são transformadas de FATOS para HUMILHAÇÕES e, sendo as humilhações erradas, devem ser abolidas. É assim que inventamos conceitos que não batem com a realidade e vivemos em conflitos com o mundo porque o mundo é o que é, não o que desejamos que seja.

A busca pelo bem-estar é tão intensa que chega a ser obscena. Conseguimos a proeza de ignorar a realidade, acreditar em fantasias apenas porque somos mais felizes em nossas mentes do que no mundo real. Curiosamente as pessoas que fazem isso de forma excessiva, se comparada com o que é normal (comum na população) são tidas como loucas e tratadas psiquiatricamente.

Buscamos a felicidade, o bem-estar, a satisfação, o prazer. Queremos pessoas com as características que gostamos e evitamos quem possua as que não apreciamos. Assim, queremos pessoas belas, inteligentes, humildes e magras. Tudo diferente disso é repudiado e, como ninguém deseja ser repudiado, reclama-se de assim as serem. Então, para evitar tal exclusão e o mal-estar de ouvirem a terrível verdade que não suportam, troca-se a afirmação de que são feias, burras, orgulhosas e gordas por outros adjetivos mesmo que toda a realidade se mantenha a mesma como visto em O desejo de ser saciado por terceiros: mudança de gênero nas palavras. Elas passam a ser pessoas arrumadas, esforçadas, simples e gordinhas, adjetivos que atenuam as características indesejáveis.

Com tudo isso, temos os preconceitos, sentimentos em forma de fragmentos de ideias baseados em imaginação que ignoram a realidade. A essência do preconceito é válida uma vez que é uma opinião sobre algo que se tem poucas informações. Ao vermos um buraco, nós nos afastamos e evitamos entrar nele porque imaginamos que pode ser perigoso, que possa nos machucar ou que seja fundo. Ideias criadas sem qualquer noção sobre o buraco. O preconceito é ter a certeza de que o buraco seja tudo isso, que todos os buracos sejam assim e não avaliar nenhum buraco para ter certeza. Um exemplo ridículo e absurdo, mas como não afeta negativamente muitas pessoas, é aceito sem contestação. Podemos avaliar outro exemplo, como pessoas com pele escura. Ao desconhecer pessoas com pele escura, é natural achar estranho exatamente por desconhecer pessoas com tal característica. Com o pensamento catastrófico que o ser humano tem, temendo tudo que desconhece, a pessoa com a pessoa escura passa a ser algo desconhecido e, portanto, temido. Conclui-se que esta pessoa é perigosa porque acreditamos (imaginamos) que tudo que não conhecemos possa nos machucar e, então, deve ser evitado ou mesmo eliminado. Assim, cria-se a ideia de que pessoas com pele escura sejam perigosas e, tal como o buraco, não estudamos o assunto e vivemos acreditando nessa imaginação criada pela forma dramática que o ser humano tem de pensar e imaginar.

Como somo serem reativos e instintivos, não pensamos, reagimos. Sem saber o real motivo pelo qual temos o preconceito com pessoas de pele escura, temos criar argumentos para validar a nossa opinião e transformá-la em fatos através desses nossos “argumentos”. Então criamos ideias de que tais pessoas sejam burras, inferiores, sujas, bandidas dentre outras ideias que apenas refletem características que não gostamos sem que estudemos o assunto. Não testamos nenhuma hipótese, não temos nenhuma explicação coerente nem temos sequer algum dado que comprove tais “argumentos” porque eles são, novamente, opiniões advindas da criatividade resultante dos sentimentos desconhecidos que temos.

O problema acontece porque não estamos tratando de objeto como um buraco nem de uma pessoa apenas, mas de um grande grupo de pessoas com tal característica. Elas sofrem com o comportamento amedrontado que temos e é este comportamento preconceituoso que afeta este grupo.

Todos nós queremos ser amados, queridos, cuidados e valorizados. Então, tudo que for diferente disso é ruim e, sendo ruim, é tido como errado. Assim, este comportamento preconceituoso é correto para objetos (sem sentimentos) como os buracos e errado para pessoas (com sentimentos).

O pensamento preconceituoso é justamente a obsessão por uma ideia que não tem fundamento real e que a sua concretização em forma de comportamento afete negativamente outras pessoas. Não é possível acabarmos com todos os preconceitos porque não temos capacidade de estudar todos os assuntos a fundo visando criar opiniões baseadas em análises e estatísticas. No entanto, pelo aqui no Brasil, estamos rodeados de pessoas com muitas variações de tons de pele nos fornecendo dados suficientes para percebermos que tal crença é infundada. Logo, manter a crença ilusória diante de tantas provas opostas é uma teimosia e um comportamento burro. Como acreditar mais na imaginação do que na realidade? o ser humano é assim: acreditamos no que nos gera satisfação, não no que é real. Então, se acreditar que as pessoas brancas são superiores gerar um bem-estar, tal crença ganha força e adeptos aumentando o preconceito e disseminando a ilusão.

Este pensamento também parece ser comum no ser humano. Há milhares de pessoas que acreditam que exista um deus que lhes dará tudo o que querem, que serão recompensadas após uma vida sofrida, que o governo deva bancar as suas vontades e satisfazer o povo, que os pais têm o dever de cuidar dos seus filhos e fazê-los felizes, que os cônjuges são o amor eterno na vida e que lhe devem a felicidade… Muitas ilusões que batem de frente com a realidade. Mas, ainda assim, são divulgadas, difundidas e acreditadas porque a esperança de que seja verdades gera bem-estar naqueles que acreditam em tais criações.

As ilusões comumente acreditadas por nações ou grande grupos são criadoras de guerras porque, não sendo reais, as pessoas tentam impô-las como se fossem porque elas desejam tanto que sejam reais que fazem de tudo para que assim seja e, então matar, escravizar e torturar outros grupos, sociedades “atrasadas”, populações “erradas” ou outros adjetivos que desvalorizem os grupos que desejam eliminar para “construir” este mundo perfeito que acreditam poder ser real torna-se aceitável.

Em populações menores e mescladas temos os conflitos e pequenas guerras (guerras civis), mas sempre com o mesmo objetivo: impor uma vontade (ideia) sobre alguém. A menor escala que temos são dois indivíduos onde um quer se impor sobre o outro e ninguém que servir ao outro. É comum dizermos ser uma briga e há aos montes entre casas e famílias porque somos todos humanos acreditamos que estamos certos, individualmente, e que, portanto, o outro deva fazer o que nós “temos” certeza de ser o certo.

Muitas famílias e casais tentam “resolver” a briga ignorando-a. Eles deixam de falar sobre o assunto dando a aparência de que a briga fora resolvida até que o assunto surja novamente e abriga continue de onde parou. Com o comportamento de evitar a briga ou ignorá-la, as pessoas novamente tentam não falar sobre o assunto que as afeta empurrando-o com  abarriga até que a situação se torne insuportável ou insustentável. Neste momento não há mais como evitar a briga e todos as pequenas brigas anteriores não resolvidas surgem ao mesmo tempo transforando uma pequena briga numa luta que pode custar um casamento. Em grande escala, isto é a guerra.

Os conflitos são normais na espécie porque cada pessoa possuía a sua perspectiva que acredita ser a verdade absoluta, ainda que momentaneamente. É inevitável não ter brigas ou conflitos e, por isso, sabermos lidar com tais situações é tão importante e tudo começa com abrir a mente para aceitar que, talvez, o outro possa ter alguma razão.

Conversar (ouvir, entender e compreender) é algo possível, mas improvável. Custa tempo, atenção e, principalmente, humildade. Somos orgulhosos, acreditamos que estamos certos e não queremos abrir mão de nossa certeza. Por isso não queremos saber sobre outras opiniões já que temos certeza de que estamos certos. Logo, se acreditamos que pessoas de pele escura são inferiores, temos esta certeza e não há motivo para tentar aceitar outra ideia. É assim que criamos e mantemos o preconceito e o comportamento preconceituoso.

Por que as pessoas com pele escuras são inferiores? Por que mulheres não podem desempenhar os meus papéis que os homens se possuem as mesmas qualificações? Porque os gays não podem se casar se casamento se tratada patrimônio e herança? Todas as respostas são a mesma: porque quem pensa assim acredita que ser correto porque tal crença lhe gera bem-estar.

Com isso vemos que as crenças alheias influenciam os outros e que portanto, respeitar as crenças alheias é uma situação impossível.

O preconceito é comum na espécie e há alguns mais falados de acordo com a sociedade e época. Até pouco tempo atrás era sobre a mulher valer menos que o homem, atualmente é sobre as pessoas com pele mais escura valerem menos e os relacionado ao sexo ou gênero está crescendo. Em todos eles existe um grupo que deseja se sentir mais forte, potente e mais valorizado, o grupo que cria o preconceito, que o mantém e que tenta reduzir o valor dos outros para se sentir acima deles. O resumo é este: são pessoas com baixa autoestima e que dependem dos outros para se sentirem bem. Elas se comparam com os demais e PRECISAM concluir serem melhores. Para isso, comparam suas qualidades, com os defeitos dos outros (mesmo que sejam apenas imaginados) e concluem serem melhores. Assim as suas autoestimas sobem e elas se sentem aliviadas (é um tipo de bem-estar) de não serem tão ruins quanto se acham ser.

O bullying, o comportamento preconceituoso com o fim de diminuir o outro é exatamente isso: é um comportamento feito por pessoas que se desprezam e não toleram a si mesmas. Elas buscam alguém para humilhar e inferiorizar para se comparar e, usando a comparação distorcida descrita, concluem serem melhores, maiores, mais fortes, mais populares. Talvez o preconceito seja apenas um bullying em maior escala.

Com as características da espécie e com muitas pessoas compondo o grupo alvo do comportamento preconceituoso, este grupo consegue poder social suficiente para exigir mudança social como o fim do preconceito. Como o ser humano é preguiçoso e deseja tudo para ontem, costuma agir de forma impensada, não planejada e visando um resultado imediato. Uma ideia criada e nutrida há décadas é o problema e queremos uma solução para ontem. Tal como as favelas que foram alteradas para comunidades sem mudar absolutamente nada em O desejo de ser saciado por terceiros: mudança no gênero das palavras, nós mudamos a palavra preto, que era sentida como inferiorização (embora apenas retratasse a cor da pele) para negro, palavra que carrega o sentimento de orgulho (valorização). A cor de pele das pessoas não mudaram, a ideia de que estas pessoas eram inferiores permaneceu e, assim, a ideia de negro passou a ter a mesma ideia de preto porque a realidade não foi alterada. Agora negro e preto são sinônimos porque o objeto a que se referem é o mesmo.

Mudar a palavra sem mudar o objeto de referência faz com que a palavra se torne apenas mais um sinônimo. Mas, como somos preguiçosos, não sabemos como o preconceito foi criado, não estudamos as possibilidades para muda-lo e não queremos um resultado para daqui há 100 anos, fazemos essa lambança de mudar palavras acreditando que funcionará mesmo com tantas provas de que isso não acontece. Afinal, nos gera mais bem-estar e esperança de que o mundo vai melhorar com tal comportamento do que fazer o estudo do assunto, planejá-lo e executá-lo.

Outra maneira de tentar acabar com o preconceito é criar o preconceito inverso porque, afinal, somos seres humanos e esta é a forma que temos de “pensar” (inconsciente). Assim, para terminar com preconceito de que negros são inferiores criamos a ideia de que eles devem ser valorizados, mais do que os demais, porque foram desprezados demais, porque são vítimas de uma sociedade que não existe mais e, sendo vítimas, alguém deve ressarci-los. Ademais, a pressão social que fazem é grande o suficiente para que a maioria da sociedade os escute, afinal, eles são a maioria da sociedade. Então afirmam que sofrem com o preconceito, que são vítimas e que devem ser indenizadas. Como pensamos de formal dual, se um grupo é a vítima, o outro necessariamente é o impositor, então este deve ressarcir a vítima. Assim, cria-se concursos com vagas exclusivas para negros, vagas de empregos e propagandas voltadas para este grupo desprezando os demais. Pessoas capacitadas para trabalhar e estudar são excluídas e possuem menos chance de sucesso por não terem a pele escura, característica que não influencia em nada as suas capacidades intelectuais, assim como para os negros que sofrem com o preconceito por hora.

Os negros são vítimas e devem ser indenizados com regalias, mas por quem? Por todos os outros que, provavelmente, não têm nada a ver com a situação dos negros atualmente. Não foram as pessoas atuais que escravizaram os negros, nem que os excluiu de muitas possibilidades de trabalho. Certamente o preconceito das pessoas atuais afetam as pessoas com pele escura e este sim deve ser combatido. Contudo, criar um preconceito reverso é apenas mais uma tentativa fracassada de mudar uma cultura criada e nutrida por séculos em pouco tempo. não funciona e criar mais problemas par ao futuro. Como não estaremos aqui no futuro e queremos ser bem-vistos pelos negros, fazer essa tentativa demonstra que desejamos ajudá-los ou que reconhecemos que são vítimas conquistando o seu afeto e é isso o que nos importa: que eles gostem de nós porque isso nos gera bem-estar.

Com o pensamento dual, acreditamos que tudo seja dividido em dois. São sempre dois extremos: certo e errado; belo e feio; gordo ou magro; inteligente ou burro; branco ou negro; vítima ou opressor. Logo, se um é vítima e merece indenização, o outro é necessariamente o opressor que tem o dever de se desculpar satisfazendo a vítima. Ignoramos completamente pessoas que estão parcialmente certas e erradas; pessoas que não são bonitas nem feias; pessoas que tem um peso adequado; pessoas com intelecto mediano, morenos ou mulatos, vítimas que são opressoras em outros momentos e opressores que são vítimas em outras ocasiões; e todas essas opções são as mais realistas e comuns.

Mais uma vez negamos a realidade e acreditamos na imaginação de que tudo seja divido apenas em dois de forma opostas e que seja fácil de identificar em qual extremo está. Pensamento humano que cria problemas sociais.

Nós tentamos desfazer os preconceitos criando outros preconceitos porque continuamos a usar a mesma maneira de pensar. Com os negros (todos que não são brancos, logo, inclui-se todos os mulatos e morenos) sendo vítimas e tendo muitos prejuízos advindos ideias e culturas de séculos atrás, os brancos (poucos que restam uma vez que a miscigenação no país é grande) são os opressores e, portanto, devem indenizar o primeiro grupo, mesmo com muitos dos brancos serem descendentes de imigrantes ou serem imigrantes em si (muitos imigrantes brancos chegaram ao país fugindo de guerras ou procurando uma situação melhor para viver) e não terem nada a ver com a história do país.

Assim, colocamos os “negros” (todos que não são brancos) acima dos demais e, manter essa nova ideia por algumas décadas ou séculos gerará preconceitos a outros grupos exatamente como o preconceito é atualmente. Só mudamos de grupos alvos de preconceito, não o preconceito em si.

Nenhuma grande ou boa mudança surge de mentes inconscientes e corações desesperados. A boa vida é resultado de um planejamento baseado em dados, fatos, previsões e probabilidades.

Quem acredita na sorte vive esperando o melhor. Quem acredita em si vive fazendo o melhor.

Seja melhor.

Não espere. Faça. E seja feliz.

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