Como visto em Vida social , muitas pessoas sentem a necessidade de darem as suas opiniões bem como distorcem as suas opiniões para fatos. As mais influentes conseguem divulgar as suas opiniões e ideias com afirmativas que geram bem-estar em massas sociais carentes de inteligência e que, por isso, repetem a opinião da pessoa influente como se fosse um fato.
Muitas opiniões circulam como se fossem fatos e argumentos, mas continuam sendo meras opiniões. Sem estudo, sem análise e sem testes, ideias são repassadas por gerações e nações como se fossem verdades por satisfazer os egos e orgulhos de pessoas de mentes pequenas.
Uma dessas opiniões é que o problema social é derivado da desigualdade social. Como um grande problema que abrange várias tribos e sociedades diferentes pode ser criado somente por um fator? Não tem como.
Em primeiro lugar: qual é o verdadeiro problema social?
Sem uma definição clara sobre o assunto/objeto a ser discutido e analisado, como podemos ter alguma opinião? É como perguntar sobre a função paduca no meio do espaço: o que é um paduca? Como falar sobre algo que desconhecemos? Falamos porque sentimos necessidade de aparecer socialmente e, para tal, basta mostrarmos a nossa opinião. Não precisamos explicar o que pensamos ou como pensamos, basta dizer a conclusão e ver quem concorda conosco e descobris os nossos rivais/”inimigos”.
As mentes maiores e mais sábias percebem que é justamente a diferente e o conflito que favorecem o conhecimento e a melhoria da humanidade e da própria vida, então pessoas com opiniões similares não oferecem nada de novo, nada que possa colaborar para o aumento de conhecimento enquanto quem tem opinião diferente é um poço de informações novas que podem ajudar a aumentar o seu nível de conhecimento. Isso mostra que as pessoas mais sábias que não querem aparecer, mas conhecer e aprender enquanto as pessoas pequenas buscam aparecer e mostrar que existem.
Isso acontece por conta da sensação de segurança que a pessoa tem: quanto mais confiante em suas ideias e a sua relevância social, menos precisa provar aos outros sobre elas e sobre si; quanto mais inseguras e desvalorizadas socialmente se sentem, mais buscam se firmarem e se mostrarem para o grupo para serem vistas e não esquecidas.
As pessoas pequenas se engrandecem emocionalmente e no momento ao se imporem, por isso apreciam o autoritarismo para si e para quem concorda com elas aceitando tiranias que lhe favorecem de bom grado como se fossem certas. Com o foco apenas em si mesmas, não enxergam o resto do mundo criando o “dos pesos, duas medidas” porque só pensam no que lhe beneficia independentemente se prejudicará outra pessoa.
Por serem pessoas carentes, são inseguras e buscam uma sensação de segurança como a sensação de serem vistas, percebidas e cuidadas pelos outros, portanto, buscam holofotes e aplausos para ficarem evidentes e não serem esquecidas uma vez que se forem esquecidas, não conseguirão cuidar de si mesmas (não conseguem criar a próprio bem-estar).
Já as pessoas grandiosas funcionam diferente: de bem com elas mesmas, não precisam (tanto) de outras pessoas para se sentirem especiais e importantes, logo, não brigam nem disputam atenção, admiração ou respeito dos outros.
Elas aparecem por conta de suas colaborações que são valorizadas pelos outros.
Há diversos tipos de pessoas diferentes, então como fazer todos serem iguais para terem igualdade? Não é possível.
Em segundo lugar: se todos fossem iguais, os problemas sociais acabariam?
Se todos fossem iguais, não haveria o que há. Seríamos bichos lutando para sobreviver como todos os demais e, mesmo assim, não seríamos iguais.
Mesmo na natureza, há diferenças entre os indivíduos. Alguns sabem caçar melhor, outros lutam melhor, alguns constroem melhor, outros procriam mais, outros coletam mais… Não há igualdade, nunca houve e jamais haverá.
A igualdade é retroceder porque é ter todos com as mesmas habilidades e, para tal, precisam que sejam habilidades básicas e indispensáveis, sem desenvolvimento ou refinamento. Queremos mesmo este mundo?
Em algum momento alguém com influência publicou a sua opinião de que os problemas sociais eram derivados das diferenças sociais. Embora ela tenha publicado uma afirmativa, nada mais é do que a sua opinião que diz:
– diferença social é a diferença financeira, mas como é ruim valorizar o dinheiro (por crenças pessoais), então troca-se dinheiro por social, palavra que inflama mais o público carente;
– problemas sociais são roubos de pessoas ricas por pessoas pobres (ignora-se os crimes de colarinho branco que matam indiretamente muito mais pessoas assim como ignora-se que pessoas ricas roubam de outras pessoas incluindo de pessoas pobres);
– se não houvesse pobres e ricos, os pobres não roubariam dos ricos;
– portanto, se todos fossem iguais, não havia crimes (roubos de ricos por pobres).
O pensamento todo ignora várias realidades e distorce outras. Nem todo pobre rouba; ricos roubam; ricos roubam pobres; a riqueza de uma pessoa é o resultado de seu roubo. Todas essas ideias não condizem com a realidade, então, por que alguém chegou a tal opinião?
O orgulho.
O orgulho faz a pessoa se sentir quem não é. A pessoa se vê como melhor ou acima dos outros, quando a realidade não condiz com essa sensação e pensamento, a pessoa critica a realidade, não o seu pensamento ou sentimento porque, como visto em OPINIÃO e ACREDITAMOS EM NOSSOS DESEJOS COMO SE FOSSEM FATOS e ACREDITAMOS EM NOSSOS DESEJOS COMO SE FOSSEM FATOS — CONTINUAÇÃO (LINK DE…), nós entendemos que os nossos sentimentos são reais, então não os analisamos nem questionamos, apenas aceitamos.
Dessa maneira, a pessoa acredita ser melhor do que outras, mas não é tratada como tal. A sensação de humilhação ou de orgulho ferido a faz sentir revolta para com todos que não entram na sua fantasia. Em vez de criticarem as suas ideias e os seus pensamentos, criticam todos que não colaboram para realizar a sua fantasia e cria raiva e ódio por eles como se fossem os responsáveis por tal frustração.
É neste pensamento inconsciente que muitas pessoas sentem raiva de quem tem dinheiro, que não as valoriza como acreditam serem importantes e julgam como culpados por suas dores responsabilizando-os por tais bem como desejando castigá-los por isso.
A terceirização da culpa e da responsabilidade acontece porque, acreditando estar certar e os outros não agindo do modo que a pessoa creditar ser o correto, eles são os culpados por agirem errado uma vez que a pessoa não aceita que as suas ideias são as erradas.
O conflito é a sua fantasia X realidade. Quanto mais distante a fantasia é da realidade, maior é a frustração por não viver a fantasia na realidade, mas em vez de analisar e pensar o que acontece, a pessoa simplesmente mantém a sua obsessão por sua ideia como se fosse real e correta e critica, julga e castiga todos que não participam da sua fantasia.
É assim que pessoas carentes de habilidades criticam os seus empregadores por lhes paragem pouco: em vez de perceberem que elas não oferecem algo valioso para o empregador, coloca a culpa no empregador enquanto nutre a ideia de valerem mais do que são pagas.
A humilhação, sensação compartilhada por todos que acreditam valerem mais do que são valorizados pelos demais, é o que une todos que desejam ter mais em suas vidas e não conseguem. É por conta dessa sensação comum que as pessoas se unem a favor de uma “ideia” e, no caso da igualdade social, elas se unem por serem humilhadas socialmente ao não serem tão valorizadas quanto acreditam ser.
É a inveja de ver alguém rico e habilidoso que nutre a sensação de injustiça e alimenta a raiva e rebeldia contra pessoas que não têm nada a ver com as suas condições. É a terceirização da responsabilidade que cria os conflitos, se todos se aceitassem como são, não teriam raiva por outra pessoa ser melhor.
Outra ideia criada para alimentar o desejo de que as pessoas devem ter mais do que tem é a ideia de merecimento como se alguém fosse dono do mundo e desse as recompensas às pessoas por seus feitos ou esforços. Mas a vida não é e nunca foi assim. Correr o mais rápido não garante a vida quando se foge de um predador e não há ninguém que olhe a presa com pena e a descarta porque ela fez o melhor possível. Caça-se as presas possíveis, não as que lutam menos por suas vidas.
A vida também é assim, mas como vivemos num mundo generoso e farto, não lidamos com essa realidade básica de que os resultados são provenientes do que fazemos, não do nosso esforço.
As pessoas carentes sentem as suas carências. Elas querem muitas coisas, mas não têm habilidades para consegui-las ou criá-las, mesmo com esforço. Então, alimentam a ideia de que devem merecer pelo esforço porque elas controlam o esforço, não as suas habilidades em si.
Uma pessoa que não entende matemática não consegue se formar em matemática mesmo devotando a sua vida para tal porque, sem a capacidade de compreender a matemática, o seu esforço é inútil. Mas como não queremos lidar com essa realidade que vai contra o nosso orgulho, nós ficamos com a ideia de que o esforço é suficiente para conseguirmos o que desejamos. No fundo, alimentamos todas as ideias que satisfazem as emoções que queremos nutrir por nos gera algum bem-estar e descartamos todas que não nos fazem bem. É simples.
Se as pessoas realmente acreditassem que a igualdade social é o problema, elas abririam mão de suas recompensas e salários superiores ao salário mínimo e igualar-se-iam com todas as que possuem um salário mínimo de pagamento por seus serviços. As pessoas seriam iguais financeiramente (socialmente conforme a distorção da ideia original), mas seriam felizes? Se fossem, quem pensa assim já o teria feito, no entanto, continua lutando para ter mais e mais.
O problema não é a desigualdade social, mas o orgulho que teima em não acreditar na inabilidade da própria pessoa e insiste que ela é mais capaz do que de fato é. A pessoa que não aceita a realidade e luta com todos para que se encaixam no seu ideal de vida.
Ademais, não basta apenas não ter pessoas melhores, o orgulho aprecia pessoas inferiores e que estão abaixo, portanto, subir na hierarquia social e ter pessoas abaixo é fundamental para tais pessoas que querem se valorizar porque elas ganham notoriedade justamente por estarem acima das demais e é isso que querem: valorização. A ideia da igualdade social é uma camuflagem para o orgulho ferido que vive numa fantasia em que a pessoa acredita merecer a mesma riqueza que as pessoas que ela admira possuem; elas não desejam a igualdade em si, apenas subir financeiramente sem terem mais valor em si.
Mostrar o egoísmo é agir contra o interesse de ganhar notoriedade e valor social, então o egoísmo deve ficar escondido e camuflado, mas sempre sentido por pessoas que o compartilham. Daí que palavras bonitas valorizam todos que desejam valorizar sem que de fato aumentem o seu valor. É uma maneira e ludibriar pessoas pequenas e carentes lhes fazendo sentir momentaneamente que não são tão inferiores e desvalorizadas quanto são enaltecendo o orgulho delas e, assim, fazendo-as se sentir melhores brevemente.
Os conflitos sociais são resultados de emoções que não condizem com a realidade. Seja acreditando que vale mais do que vale, que merece mais do que tem, que é superior ao que se é, que se é homem quando se tem corpo de mulher, que se é gato quando tem um corpo humano, que se é amado quando não o é… Os conflitos são resultado da luta de acreditamos nas fantasias que criamos em vez da realidade em que estamos inseridos.
Vivemos num delírio coletivo e individual e somente saímos dos problemas quando aceitamos a realidade.
Nem sempre a solução do problema é o que acreditamos, às vezes é mudarmos a nós mesmos, aprendermos uma habilidade para lidar com o problema ou apenas aceitar que ele existe e não temos o que fazer. Aceitar o problema pode ser a sua própria solução, afinal, se ele deixa de ser um problema, não há necessidade de uma solução.
Veja mais em HIPOCRISIA:CERTA OU ERRADA? BOA OU RUIM?